A inauguração da nova ala de Convalescença da Unidade de Cuidados Continuados Integrados do Hospital José Luciano de Castro da Santa Casa da Misericórdia de Anadia foi inaugurada, na tarde do dia 23 de fevereiro, pelo Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, tornando-se assim a maior da Administração Regional de Saúde do Centro. O dia foi de balanço do trabalho dos últimos dois anos por parte da Instituição Particular de Solidariedade Social que, dentro de pouco tempo, “inaugurará” também o alargamento do setor de Fisioterapia.

“Em quarenta anos é a primeira vez que fazemos uma inauguração”, começou por dizer Carlos Matos, provedor da Misericórdia de Anadia, alertando, contudo, que “em breve, haverá outra, após a conclusão das obras de alargamento da Fisioterapia”.

O também presidente do conselho de administração do Hospital, unidade que em 2018 comemorará noventa anos, confessou que “em 2013, quando se começou a falar da entrega dos Hospitais às Misericórdias”, foi o primeiro a dizer ao presidente da União das Misericórdias: “não conte comigo!”.

“Mas a verdade é que entrámos agora no terceiro ano de um contrato de dez. O gasto em equipamentos é muito grande, encargo que me preocupa, diariamente, mas  Anadia está a trabalhar para a saúde, para servir as populações e fazer jus aos anos sessenta quando era um Hospital de referência a nivel nacional”, referiu Carlos Matos, relembrando que a unidade pertenceu ao Serviço Nacional de Saúde de 1974 a 2014.

Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, apresentou os dados estatísticos do Hospital dos últimos dois anos. “Em 2014 havia cinquenta e três trabalhadores, hoje são cento e catorze e ainda noventa e seis médicos avençados. Em 2014 foram realizadas onze mil consultas e quatrocentas e setenta e seis cirurgias, em 2015 e 2016 foram realizadas cinquenta duas mil, duzentas e oitenta e oito consultas, três mil cento e setenta cirurgias e ainda quarenta e quatro mil exames, complemento que equivale a uma poupança ao Estado na ordem dos cento e oitenta e quatro mil euros”, disse.

O último discurso da cerimónia ficou guardado para o Secretário de Estado da Saúde que garantiu: “se em Portugal alguma coisa faz falta é mesmo este serviço. A componente dos Cuidados Continuados tem que ser reforçada e pujante. E isto deve-se a dois fctores: Prolongamento da idade e baixa de fecundidade. Por cada cem jovens até aos quinze anos de idade temos cento Rui Miguel Graça 2 I CAPhoto Formaçãoe quarenta com mais de setenta e cinco”.

“Não basta ter ambulâncias, urgências e camas. Temos que ter proximidade com as pessoas. Menos infraestruturas e mais serviços. A população sénior precisa de acompanhamento permanente para evitar a agudização dos seus problemas de saúde”, disse ainda Manuel Delgado.

A Misericórdia de Anadia investiu, nos últimos dois anos, no Hospital José Luciano de Castro “um milhão e quinhentos mil euros”, no dia 23 de fevereiro inaugurou o alargamento da ala de Convalescença (internamento durante trinta dias), que passou de vinte para trinta e cinco camas, e está, neste momento, a proceder ao alargamento do serviço de Fisioterapia, que passará “de duzentos e cinquenta metros quadrados para quinhentos”.

 

Fotografias de Rui Miguel Graça | CAPhoto Formação