Os vereadores da coligação “Juntos pelo Concelho da Mealhada” reuniram com António Gravato, presidente do conselho diretivo da Fundação Mata do Bussaco, no passado dia 23 de janeiro,e “globalmente” dizem-se “satisfeitos” com o encontro e com o que ouviram.

Por tópicos e em comunicado de imprensa, o balanço da Coligação é:

Apresentou-se-nos como uma evidência que mesmo existindo uma nomeação política do

presidente da Fundação (escolhido pelo presidente da Câmara), esse assunto se limitou a essa mesma nomeação. Existe independência estratégica, ou seja, o presidente da Fundação Mata do Bussaco é quem manda nos seus destinos, sem interferências políticas de qualquer ordem, o que parece confirmar-se avaliando a forma como o anterior Presidente da Fundação foi publicamente abandonado ou até na escassa informação que os vereadores têm sobre a FMB.

 

Foi reassumido que o poder central delegou, sem qualquer contrapartida financeira, todo o enorme património natural e edificado à fundação, que tem de encontrar meios e receitas

próprias para a sua sustentabilidade. É uma dupla responsabilidade porque se gere localmente o património nacional e porque se assumem claras prioridades na gestão dos pequenosrecursos financeiros disponíveis.

 

Ainda assim, foi-nos citado com orgulho o Plano de Gestão Florestal já concluído, o que se reveste de formal importância na protecção ambiental e de catástrofes, bem como no

planeamento da sua recuperação. Bem como a importância constante de concorrer a todos os fundos comunitários, disputando-os também no contexto internacional.

 

No que se refere ao património edificado continua a existir o problema do Palace Hotel e da sua concessão. Mmantida nas teias da justiça, pela contestação do anterior concessionário aos termos do concurso internacional, contestação essa que tem sido sustentada pelas deliberações judiciais já decorridas. É ponto assente que a FMB não vê qualquer alternativa a uma espera pela resolução da contenda judicial com a anterior empresa concessionária, estando para já sozinha nesta disputa.

 

Motivou-nos, para o pedido de reunião com carácter de urgência, o facto de ser público que está em curso uma profunda reestruturação no quadro de pessoal da FMB, importando avaliar se na FMB há criação do risco de desemprego para um número alargado de pessoas, para além de ser percebida documentalmente uma dependência das contratações precárias, enquanto se assiste à abertura de concurso público para 11 postos de trabalho. A todas as questões sobre estes assuntos foi-nos garantida a inexistência de despedimentos mas sim o fim de contratos a termo, não renovados, que eram o reflexo de uma organização desadequada às necessidades de gestão da FMB.

 

Por último abordámos a gestão da marca Bussaco, a sua coerência na apresentação como

Bussaco ou Buçaco, na comunicação, nos documentos oficiais, na sinalética ou em suportes e meios digitais, sendo este um ponto em que se percebeu uma menor prioridade na intervenção e que pela falta de sustentação, reflexão e trabalho realizado, pode estar a pôr-se em causa a própria afirmação e não subjugação da marca a agentes externos e sem responsabilidade de gestão deste vital activo.

Fotografia de Arquivo